PAISAGEM CONCEITUAL: CONSTRUÇÃO TEÓRICA E SUA UTILIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO

São inúmeras as teorias formuladas por diferentes escolas filosóficas, desde a antiguidade, com vistas a explicar a gênese, a produção, o significado e a utilização dos conceitos na linguagem cotidiana e de seu uso mais particular na filosofia, na arte, na ciência e na educação (ABBAGNAMO, 2007). No entanto, nenhuma teoria foi capaz de dar conta das formas tão diversas conforme os conceitos são utilizados nos diferentes sistemas de conhecimento (VUILLEMIN, 1997).

Ainda que não tenhamos a pretensão de construir e propor uma teoria sobre conceito, decidimos aprofundar nossa compreensão sobre o significado e uso deste termo por considerá-lo, de um lado, abstrato, polissêmico e de difícil entendimento mas, por outro, de fundamental importância para a construção e a socialização do conhecimento em todas as áreas do saber humano, ressaltando, assim, o seu uso indispensável na educação.

O conceito, enquanto termo linguístico, está logicamente vinculado à linguagem pelo simples fato de que toda distinção e nomeação são feitas por um ou mais observadores – na linguagem. Logo, quando distinguimos os sentidos do termo “conceito” vis-à-vis de outros termos com significados parecidos – noção, ideia, definição – mas distintos, o fazemos na condição de observadores, ou seja, na linguagem. Retorna-se à linguagem quando constatamos, através de nossas distinções, que os conceitos são objetos mentais e produtos do discurso, portanto, se encontram inseridos no domínio da linguagem (EICHEVERRIA, 1994).

Disponível em: http://revistaleph.uff.br/index.php/REVISTALEPH/article/view/857/523

O que é vida?

A vida constitui apenas uma parte ínfima do universo conhecido, habitando uma fina camada de um planeta marginal. A singularidade do fenômeno, porém, é perturbadora. A vida faz parte dos chamados ‘sistemas complexos’, para os quais o tempo é irreversível e construtivo – ou seja, pode-se reconstruir a história da evolução dos seres vivos e da própria vida, mas é impossível definir sua trajetória futura.

A vida é ainda um sistema altamente organizado, em contraste com um universo que sempre tende ao aumento da desordem (entropia), como afirma a segunda lei da termodinâmica. A contradição, porém, é apenas aparente. O aumento da organização do mundo vivo é local: diz respeito só aos seres vivos e não a todo o universo. Assim, tais seres absorvem do meio a energia (alimentos, no caso dos heterotróficos, e luz solar, no caso dos autotróficos) necessária para suas atividades e para manter sua organização, mas no balanço final o universo continua tendendo à desordem.

Mas, afinal, o que é vida? É uma pergunta difícil. Para entendê-la integralmente e assumir criticamente as conseqüências de qualquer de suas possíveis respostas, é necessário percorrer a história, já longa, da própria pergunta.

Disponível em: https://labaciencias.files.wordpress.com/2018/04/o-que-ecc81-vida.pdf

O que é vida-1O que é vida-2

Conhecimento é caminho: da metáfora ao mecanismo gerativo.

Este ensaio aborda o fenômeno do conhecimento em duas dimensões: definição conceitual e mecanismo gerativo pelo qual o referido fenômeno é produzido. Para conceituar, fizemos distinções entre cognição, informação e conhecimento a partir de vários sentidos encontrados nos dicionários. Para propor o mecanismo gerativo, fizemos uso da metáfora – conhecimento é caminho – e concluímos que o conhecimento é um caminho processual, construtivo e criativo, mediado por passos e/ou sequencias lógicas concatenadas de fazeres, dizeres e saberes, em resposta a uma demanda, pergunta, objetivo ou desejo, cujo produto explica, conceitua e/ou satisfaz o demandante e a comunidade que faz uso deste produto, mesmo que provisoriamente.

Disponível em: http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/download/1462/pdf_107

Conhecimento é caminho- da metáfora ao mecanismo gerativo.

 

O que é ser humano?

Este artigo tenta mostrar que o humano do ser humano é mais o resultado de um devir do que o apogeu de um acabamento biológico capturado e engessado por uma concepção tipológica de espécie. A partir do processo evolutivo e de algumas etapas da evolução humana, ressalta-se a importância da sociabilidade para o surgimento da linguagem articulada e desta para a explosão da inventividade humana, o surgimento da cultura e a emergência da autoconsciência. © Ciências & Cognição 2007; Vol. 12: 178-191.

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O que é ser humano?