O que é vida?

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A vida constitui apenas uma parte ínfima do universo conhecido, habitando uma fina camada de um planeta marginal. A singularidade do fenômeno, porém, é perturbadora. A vida faz parte dos chamados ‘sistemas complexos’, para os quais o tempo é irreversível e construtivo – ou seja, pode-se reconstruir a história da evolução dos seres vivos e da própria vida, mas é impossível definir sua trajetória futura.

A vida é ainda um sistema altamente organizado, em contraste com um universo que sempre tende ao aumento da desordem (entropia), como afirma a segunda lei da termodinâmica. A contradição, porém, é apenas aparente. O aumento da organização do mundo vivo é local: diz respeito só aos seres vivos e não a todo o universo. Assim, tais seres absorvem do meio a energia (alimentos, no caso dos heterotróficos, e luz solar, no caso dos autotróficos) necessária para suas atividades e para manter sua organização, mas no balanço final o universo continua tendendo à desordem.

Mas, afinal, o que é vida? É uma pergunta difícil. Para entendê-la integralmente e assumir criticamente as conseqüências de qualquer de suas possíveis respostas, é necessário percorrer a história, já longa, da própria pergunta.

Disponível em: https://labaciencias.files.wordpress.com/2018/04/o-que-ecc81-vida.pdf

O que é vida-1O que é vida-2

Conhecimento é caminho: da metáfora ao mecanismo gerativo.

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Este ensaio aborda o fenômeno do conhecimento em duas dimensões: definição conceitual e mecanismo gerativo pelo qual o referido fenômeno é produzido. Para conceituar, fizemos distinções entre cognição, informação e conhecimento a partir de vários sentidos encontrados nos dicionários. Para propor o mecanismo gerativo, fizemos uso da metáfora – conhecimento é caminho – e concluímos que o conhecimento é um caminho processual, construtivo e criativo, mediado por passos e/ou sequencias lógicas concatenadas de fazeres, dizeres e saberes, em resposta a uma demanda, pergunta, objetivo ou desejo, cujo produto explica, conceitua e/ou satisfaz o demandante e a comunidade que faz uso deste produto, mesmo que provisoriamente.

Disponível em: http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/download/1462/pdf_107

Conhecimento é caminho- da metáfora ao mecanismo gerativo.

 

Mendel e seus abismos

Confira o artigo escrito pelo biólogo, pesquisador e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Luiz Antonio Botelho de Andrade, no volume 11 da Revista Genética na Escola.

Disponível em: https://labaciencias.files.wordpress.com/2018/04/revista-genecc81tica-na-escola-volume-11-nucc81mero-2-suplemento.pdf


Revista Genética na Escola – volume 11 número 2 suplemento

O que é ser humano?

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Este artigo tenta mostrar que o humano do ser humano é mais o resultado de um devir do que o apogeu de um acabamento biológico capturado e engessado por uma concepção tipológica de espécie. A partir do processo evolutivo e de algumas etapas da evolução humana, ressalta-se a importância da sociabilidade para o surgimento da linguagem articulada e desta para a explosão da inventividade humana, o surgimento da cultura e a emergência da autoconsciência. © Ciências & Cognição 2007; Vol. 12: 178-191.

Acesse o artigo, clique aqui:
O que é ser humano?

O conhecer e o conhecimento: comentários sobre o viver e o tempo.

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Resumo

Com base nas idéias de Humberto Maturana e Francisco Varela, é mantido que todos os organismos vivos são sistemas cognitivos e, portanto, capazes de conhecer o mundo em que vivem. No entanto, nem todos os organismos são capazes de fazer uma referência à história, utilizando os recursos da linguagem. A esta atividade denominamos conhecimento, ou seja, a produção de enredos explicativos, restrito ao mundo humano. Nesta definição reside a novidade proposta por este artigo, à distinção entre conhecer e conhecimento, pela associação da história à teoria da autopoiese. Segue-se uma discussão sobre a linguagem e sua relevância para produção de qualquer que seja o sistema de conhecimento.

Como citar?
Andrade, L.A.B. & Silva, E.P. (2005) O conhecer e o conhecimento: comentários sobre o viver e o tempo. Ciências & Cognição 4: 35-41.

Ciências & Cognição 4: 35-41. Disponível em: http://www.cienciasecognicao.org/pdf/v04/m31530.pdf

 

O conhecer e o conhecimento- comentários sobre o viver e o tempo

Metálogo: Vida, Cotidiano e Linguagem.

INTRODUÇÃO

Os avanços da Biologia moderna nos abrem horizontes tecnológicos há pouco tempo inimagináveis mas nos impõem, ao mesmo tempo, tremendos desafios éticos. Assim, a título de exemplos, assistimos hoje a invasão dos transgênicos e a possibilidade técnica de se realizar a clonagem humana. Cônscios de que a ciência e a tecnologia nem sempre avançam na direção do desejável, mas do possível, torna-se urgente problematizar, de todas as formas e em todos os níveis, temas relativos à vida e ao nosso que fazer humano, configurando assim um imenso desafio educacional. A importância deste desafio advém da necessidade de estarmos sempre preparados para nos posicionar, enquanto comunidade ético-política, frente às aplicações científico- tecnológicas de nosso tempo.

Este ensaio foi inspirado nas obras dos chilenos Humberto Maturana e Francisco Varela (1, 2, 3) e do inglês Gregory Bateson (4). Aos dois primeiros se devem a criação e ao desenvolvimento do que hoje se denomina de Biologia do Conhecer1. A Bateson se deve a criação de uma forma narrativa denominada “Metálogo” – definida pelo próprio autor como sendo uma conversa sobre um assunto problemático de tal forma que, não somente os participantes discutem o problema, mas a estrutura da conversa, como um todo, é também relevante para o tema que está sendo discutido.

Como exemplos, temos os fascinantes Metálogos batesonianos sobre a Bagunça e o Instinto (4).

A conjunção desta dupla influência, chilena e inglesa, nos inspirou à escrever este ensaio intitulado “Vida, cotidiano e linguagem”, apresentado aqui na forma, por excelência, da discussão – o (meta)diálogo.

Disponível em: https://labaciencias.files.wordpress.com/2018/04/metacc81logo.pdf

Como citar?
Andrade, L. A. B. & Silva, E. P. (2003). Metálogo: Vida, cotidiano e linguagem. Revista de Psicologia Clínica, 15(1), 29-43.

Metálogo, Vida, Cotidiano e Linguagem.

Para um Estudante de Biologia Saber

O que é importante saber sobre Biologia? Existem conteúdos que sejam funda- mentais? O que todo estudante de Biologia deveria saber? Desafio o posto, e depois de pensar muito no assunto, nos decidimos que o manual básico do estudante de Biologia deveria ser, de fato, uma caixa de ferramentas! Ou seja, apresentar os conceitos que fundaram, unificaram e deram sentido a ciência Biologia. Resolvemos falar do óbvio.

Disponível em: https://labaciencias.files.wordpress.com/2018/04/paraumestudantedebiologia.pdf

Como citar?
Silva, Edson Pereira & Andrade, Luiz Antonio Botelho.
Para um Estudante de Bilogia Saber – 1a Edição | Luiz Antonio Botelho Andrade.
Niterói: UFF. CEAD, 2012.

Para um Estudante de Biologia Saber

Corporeidade, cognição e linguagem.

Neste ensaio, propomos uma articulação entre os conceitos de corporeidade, cognição e linguagem, a partir de uma abordagem sistêmica tendo como principal referencial teórico as coerências explicativas da escola chilena da Biologia do Conhecer. Para tanto, tomamos como centrais as distinções entre o domínio da fisiologia e do comportamento, entre conhecer e conhecimento, propondo um conceito para este último, e entre domínio linguístico e linguagem, explicitando as consequências dessas distinções na descrição do viver e do humano. Dois resultados discerníveis desse imbrincamento dos conceitos, bem como das distinções propostas, são: a) a compreensão da cognição e dos processos relacionais co- ontogênicos (isto é, entre sistemas ontogênicos), tal como o domínio lingüístico), na dinâmica do vivo, em geral; e b) a compreensão do humano a partir de um modo de vida particular centrado na prática do linguajar e na co-construção do conhecimento. © Cien. Cogn. 2010; Vol. 15 (3): 033-046.

Disponível em: http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/437

Corporeidade, cognição e linguagem

 

Dialética, Diálogo e Conversa: consonâncias e dissonâncias epistemológicas entre Freire e Maturana

Neste ensaio as contribuições de Paulo Freire e Humberto Maturana são abordadas e comparadas ressaltando as consonâncias e as dissonâncias entre ambos e as conseqüências decorrentes disso para educação. Para tanto, foram utilizadas as categorias dialética, diálogo e conversa com as quais são analisadas as questões do conhecimento, da autonomia do sujeito, a relação com o outro e o compromisso social. A conclusão principal deste ensaio é que o eixo unificador da vida e obra de Freire e Maturana é uma emoção fundamental ao ser humano que permite a aceitação do outro, enquanto legítimo outro, na convivência. Assim, concordando com Maturana e Freire, ultrapassam-se as três categorias fundadas na linguagem e tenta-se uma síntese que possa unir razão e emoção de modo a avançar para além da interpretação racional e para além da ação emocional, buscando a construção de uma nova práxis epistemológica.

Disponível em: Dialética, Diálogo e Conversa- consonâncias e dissonâncias epistemológicas entre Freire e Maturana

dialetica e dialogo